28 de set de 2009

OS BRUXOS DO CRISTIANISMO

Devido a problemas com o vídeo acessem o youtube e digitem lá:

Pastores evangélicos acusam crianças de bruxaria, o vídeo será postado em breve.

Desculpem.


Até quando vamos aceitar isso? Até quando? Soa até contraditório ao post anterior. Mas hoje eu sou obrigado a perguntar: Até quando Senhor meu e Deus meu?
A igreja tem se decaído. Os pastores têm se tornado pastores de si mesmos que não produzem fruto algum ou quando produzem se olham no espelho e cantam "grandioso és tu!"
E eu é que sou o rebelde, incrível isso né?
Pr. Caio Fabio disse algo que reproduzo aqui:
"Quem lê o alcorão entende por que os mulçumanos fazem o que fazem. Quem lê os evangelhos não entende por que os cristãos fazem o que fazem."
Incrível o que tem acontecido com aquilo que chamamos de cristianismo. O que precisamos mesmo é romper com esse cristianismo mediocre que tem se alastrado pelo Brasil e pelo mundo.
Parafraseando Potter, oncologista dos anos 70 que diz: Assim como o câncer é para o homem o homem tem sido para a natureza.
Eu digo: assim como o câncer é para o homem esse cristianismo medíocre, que não tem a presença de Cristo nem a prática do evangelho, tem sido para o homem e para o mundo.
Dou graças a Deus por eu estar conseguindo me libertar disso tudo, de não fazer parte pelo menos dessa corja que nos envergonha. Mas peço a Deus para me dar graça de poder fazer a diferença, se não, não faz diferença nenhuma ser cristão.
Não é muito diferente o que nós fazemos com as crianças aqui do Brasil. Amarramos nossas crianças com as cordas da indiferença, prendemos essas crianças no cárcere do medo. O que muda aqui é que elas não são "bruxas" nem um feitiço foi lançada sobre elas a não ser o feitiço da ilusão causado pelo uso e pelo tráfico de drogas.
Depois, hipocritamente, entramos em nossas igrejas aos domingos, erguemos nossas mãos e falamos orgulhosamente que servimos a Deus. A nossa oração é a mesma oração do fariseu só falta dizermos: obrigado senhor porque não sou igual a esses. Observando apenas que o fariseu fazia isso porque era lei para ele, e nós, que dizemos estar debaixo da graça vivemos na... preciso falar?
Onde está o evangelho nisso tudo?
Onde está a vida com Deus?
Será que podemos chamar isso que vivemos de cristianismo? Será que somos filhos de Abraão ou somos filhos do diabo?
Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. (Mt 5:29)
Se você assistiu ao vídeo entendeu o que eu falei.
Com muita indignação
João Marçal

27 de set de 2009

Até quando Senhor?


Salmo 90:13-17
http://www.bibliaonline.com.br/acf/sl/90

"A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para me apresentar a Deus?"

Moisés ora pedindo a benção de Deus e faz uma indagação a Deus dizendo: "Até quando Senhor?". Pensando nessa indagação acredito que da mesma forma, Deus está pra nos dizer a mesma coisa: "Até quando?". Na Bíblia estas duas situações aparecem tanto o hoem falando para Deus, como Deus falando para o homem: "Até quando?". Acredito que é hora de mudarmos nossasa orações e ao invés de dizermos a Deus "Até quando?", devemos responder a Deus, que está nos perguntando a mesma coisa. Devemos deixar um pouco as nossas quixas e passar a assumir compromissos. Deixar os nossos pedidos, passando a oferecer a Deus nossas vidas. O que mais queremos de Deus pode expressar o que Ele mas quer de nós.

Moisés orou dizendo: "Satisfaze-nos comTeu amor". Podemos dizer a Deus: Satisfaça-te com o meu amor. SAbemos que eus tem demonstrado seu amor por nós enós é que precisamos demonstrar o nosso amor por Ele. Não devemos amar o mundo; devemos satisafazer a Deus com atitudes que demonstrem nosso amor.

Moisés orou dizenso: "Dá-nos alegria pelo tempo que nos afligiste". Podemos dizer a Deus: Alegra-te pelo tmepo que te entristecemos. Muito maiores têm sido as bênçãos de Deus do que as aflições. Portanto, no lugar de pedirmos que as aflições desapareçam, devemos lembrar que, durante a nossa vida, muito maiores são as nossas falhas do que nossas atitudes corretas. Já basta o tempo em que vivemos de forma errada, buscando coisas desagradáveis. Devemos agir de forma diferente, alegrando o Senhor.

Moisés orou dizendo: "Sejam manifestos os teus feitos aos servos". Podemos dizer a Deus: "Sejam manifestos os teus feitos nos tesu servos." Peça a Deus que sua vida seja um instrumento que leve os outros a evidência dos feitos do Senhor. Não apenas peçamos que Deus faça milagres ao nosso redor, mas que Deus venha agir em nós e através de nós.

Estejamos ocupados em serviar a Deus e teremos menos tempo de lhe dizer: Até quando, Senhor?

Pastor Reinaldo Asth
Igreja Metodista Central de Londrina

22 de set de 2009

CEIA DO SENHOR, LUGAR DA COMUNHÃO

Até o ato da Ceia do Senhor sofre essa crise. Tem deixado de ser um lugar de comunhão, de fé e esperança para se tornar um ato corriqueiro e, como diz um amigo, “a ceia tem sido um lanchinho na igreja”, e tem perdido seu caráter de corpo e sangue do Senhor.

O alimento de nossa vida espiritual tem sido somente mais um requisito do protocolo religioso. E sobre isso John Wesley adverte: “O simples fato de haver realizado o ato para nada aproveita; que não há poder para salvação senão no Espírito de Deus; não há mérito senão no sangue de Cristo” (BURTNER, Robert W. & CHILES, Robert E. Coletânea da Teologia de João Wesley. Pg. 269).

A Ceia do Senhor não pode ser visto somente como mais um ato religioso, praticado de forma mecânica, pois como afirmou José Carlos de Souza (Ceia do Senhor e Hospitalidade Eucarística, Uma perspectiva Metodista, in Revista Caminho. P 27)

“A Ceia do Senhor está no coração da vida e da missão da igreja [...] Eucaristia relaciona-se com a origem, o sentido e a razão de ser de nossa fé”.

Segundo o cânone Metodista “a Ceia do Senhor não é somente um sinal do amor que os cristãos devem ter uns para com os outros, mas antes é um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo, de sorte que, para quem reta, dignamente e com fé o recebe, o pão que partimos é a participação do corpo de Cristo, como também o cálice de bênção é a participação do sangue de Cristo.” Portanto para nós metodistas, a Ceia não é somente um memorial, mas um sacramento, um meio de graça. Wesley sempre instruía seu povo que não tivesse os elementos como mágicos, pois por si só os elementos nada podem fazer.

Segundo Souza, um dos primeiros sentidos que vêm à mente de quem lê os textos neotestamentários da instituição da Ceia do Senhor, é de que, nessa celebração se realize um memorial (anamnese) dos sofrimentos e da morte de Cristo. Mas como ele bem coloca, anamnese vai muito além da tradução de relembrar, recordar. O ato de a comunidade fazer a anamnese propõe a ela tomar consciência de si mesma como povo de Deus, renovar o compromisso com a manifestação do Reino no tempo presente. Antes de ser uma ação da igreja, a Ceia é ato do Senhor, por meio do qual Ele comunica sua Graça a toda humanidade, Cristo é o verdadeiro celebrante que, na mesa Eucarística vem ao encontro de seu povo e o serve. Trata-se, pois de autêntico sacramento e do principal meio de Graça.

A celebração da Ceia é símbolo de comunhão da comunidade com seu Senhor, e da própria comunidade em si, é onde todos estão reunidos para comungar do pão e do cálice, do corpo e do sangue de Jesus, e com Ele nos fortalecemos para a missio Dei.

A Ceia é uma anamnese da obra salvífica de Cristo. Então, a comunidade celebra e adora em ação de graças, bem como se compromete com a entrega de si mesmo ao serviço de Deus e do próximo. Encontramos a seguinte declaração na Carta Pastoral do Colégio Episcopal sobre a Ceia do Senhor: “Sabemos que os seres humanos constroem muros de separação. Nossa sociedade exclui da mesa ora os pobres, ora os negros, ora as mulheres, ora as crianças. Num contexto de vida onde o alimento se torna motivo de angústia e sofrimento na mesa do povo brasileiro, entendemos ser fundamental que o sentido do repartir o pão seja experiência de partilha e solidariedade”.

Portanto, a prática da Eucaristia vai muito além da simples prática religiosa de se fazer um ato comemorativo. É um ato de amor, paixão e compaixão, de celebração e serviço. A Carta Pastoral nos diz que: “A Ceia do Senhor, além de denunciar as desigualdades e injustiças, propõe à igreja e ao mundo que ambos sejam um grande altar de comunhão, onde buscamos a Deus com nossa fraternidade, amor e justiça”.

Julio de Santa Ana em seu livro Pão, Vinho e Amizade: Meditações, diz que a Santa Ceia “surge como um ato que possui uma grande variedade de sentidos. É comunhão; é lembrança de libertação; é compromisso com o Reino; é expressão de uma comunidade militante; é mistério da presença de Jesus Cristo naqueles que crêem; é motivação para a unidade [...].

Que nesse espírito de amor e compromisso possamos nos unir para celebrar, amar e servir ao Senhor, e com o Senhor, após estarmos saciados de seu corpo e sangue, unidos na mesa da comum-união apresentar o “já e ainda não” do Reino ao mundo.


Edson Elias de Morais, Bacharel em Teologia – FTSA, Londrina, PR.
Estudante de Ciências Sociais - UEL - Londrina, Pr.
edson_londrina@hotmail.com

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O FIM DA RELIGIÃO

A Religião, como instituição de dogmas, crenças e rituais e como expressão da cultura de um povo, não vai acabar, provavelmente.

O que chega ao fim é a necessidade humana de apoiar sua espiritualidade na Religião. Quem compreende o que Jesus fez e ensinou e pela fé decide relacionar-se pessoalmente com Ele, não precisa mais dos elementos históricos da Religião, nem mesmo do Cristianismo.

Em Jesus não há mais lugar, horário, dia, festa ou qualquer outra realidade sagrada. Toda a vida e todo o Universo são a realidade sagrada para quem vive sua vida em oferta a Deus e faz tudo para louvá-lo.

Em Jesus não há mais o que ser feito para salvação, nenhum ritual, nenhum sacrifício, nada nos leva a Deus, pois Deus veio a nós, sacrificou-se por nós e de uma vez por todas nos reconciliou com Ele.

Jesus revelou Deus do modo como podemos conhecê-lo na história. Quem quer saber como Deus é, basta observar Jesus. Deste modo, não há mais necessidade de nos submetermos a religiões de mistérios, manipulação de forças sobrenaturais e sociedades secretas.

Ele nos disse que a vida seria difícil, que segui-lo não nos isentaria de problemas, disse que estaria conosco todos os dias e que um dia voltaria para nos levar consigo. Então, não há espaço para tentativas de fazer Deus funcionar a fim de solucionar todos os nossos problemas.

Por isso, como comunidade de Jesus Cristo, estamos anunciando que ninguém mais precisa de Religião, que nenhuma leva a Deus e que Jesus é nosso religare.

Alexandre Robles


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13 de set de 2009

A IGREJA EM CRISE E A CRISE DA IGREJA


Em pouco mais de 2000 anos de história do cristianismo, talvez esta esteja sendo uma das piores fases que a igreja esteja passando.
A igreja tem decaído, passa por uma crise existencial, perdeu sua identidade. Nunca houve tanta divisão no seio da igreja como nos dias de hoje. E um reino dividido, segundo o próprio Jesus, Senhor da Igreja, ficará deserto. (Lucas 11:17).
Será que teremos que sucumbir aos líderes que ai estão?
Se a igreja católica é, como diz alguns pregadores, a grande meretriz, a protestante se tornou a prostituta.
A igreja ficou cega, surda e está nua. Nua diante de Deus, porque este conhece as entranhas da igreja.
A igreja perdeu o foco que é Jesus. Muitos, que têm a mídia nas mãos, perdem a oportunidade de pregar o evangelho puro e simples, como ele é. Falam de tudo menos da salvação, do arrependimento e da cruz.
Enquanto a igreja se deixa corromper através de seus pseudolíderes, muitos se perdem sem se quer saber que são amados por Deus.
Enquanto a igreja prega heresias para manter a pose de santa o Islã é a religião que mais cresce no mundo.
Enquanto a igreja pensa ser dona da verdade ela deixa de pregar a verdade vivendo uma mentira em que ela acredita ser verdade.
Fico pensando no quanto Lutero lutou por uma reforma que não aconteceu. Brigou com a igreja que cobrava indulgências e pregava heresias, será que estamos voltando aos tempos medievais?
Reproduzo aqui algumas teses de Lutero:
Nº 36 “qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência”. (substituo aqui a carta de indulgência pelo pagamento ou obrigatoriedade do dízimo).
Nº 43 “deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências. (ou dar, obrigatoriamente, o dízimo)”.
Infelizmente não é isto que se ensina aos cristãos, pelo menos eu não me lembro de ter aprendido isso. A igreja se deixou corromper. São poucas, hoje, e muito poucas, as igrejas que vivem o evangelho e que pregam a Cristo com seriedade.
Nº 62 “o verdadeiro tesouro da igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus”.
É, mas para ter este tesouro é difícil já que é necessário pensar no próximo em primeiro lugar, viver em prol do outro, coisa que não tem acontecido nos dias de hoje.
Eu tenho esperança pela igreja. Jesus é o Senhor da igreja e Ele quer salvar a igreja também, Ele morreu pela igreja e vive hoje para a igreja.
A salvação é para todos os que crêem em Jesus independente da igreja, a igreja é necessária, mas não é essencial.

João Marçal
Teólogo