Teologia é significante para o verdadeiro novo nascimento dos Cristãos. JESUS CRISTO é o fundamento da verdadeira Teologia.
27 de mar. de 2010
DEFINIÇÃO DE ATEÍSMO
Em minhas discussões com ateus, eles argumentam que “não possuem crença em Deus”. Argumentam que isto é diferente de dizer que não acreditam em Deus ou de afirmar que Deus não existe. Não estou certo da melhor forma de responder a esta questão. A mim, parece que estão fazendo um jogo tolo de palavras que, na verdade, têm o mesmo significado – eles não crêem em Deus. Qual seria uma boa resposta a esta questão? Obrigado, Steven...
Dr. William L. Craig, responde:
Seus amigos ateus estão certos no sentido em que há uma importante diferença lógica entre crer que Deus não existe e não possuir a crença de que Deus existe.Basta você comparar com esta minha alegação: “Eu acredito que não existe ouro em Marte” e a outra: “Eu não tenho a crença de que haja ouro em Marte”. Se eu não tenho uma opinião formada acerca do assunto, eu não possuo a crença de que exista ouro em Marte e também não possuo a crença de que não exista. Há uma certa diferença entre dizer “eu não tenho crença em (p)” e “eu creio em (não-p). Na lógica, o lugar onde se coloca a negação faz um mundo de diferença.
Mas o erro de seus amigos ateus está em afirmar que o ateísmo apenas implica em não possuir a crença de que Deus existe, em vez de crer que Deus não existe.
Há uma história por trás disto tudo. Certos ateus na metade do século XX promoveram a chamada “presunção do ateísmo”. Em primeira instância, esta seria a afirmação de que na falta de evidências para a existência de Deus, deve-se presumir que ele não existe. Assim, o ateísmo seria uma espécie de posição padrão, e os teístas teriam um ônus especial da prova com relação à crença de que Deus existe.
Esclarecido isto, percebemos que a alegada presunção por parte dos ateus é um erro, evidentemente. Pois a asserção de que “não há Deus” é uma afirmação de posse de conhecimento assim como a asserção de que “Deus existe”. Conseqüentemente, a primeira afirmação requer justificação assim como a última. Na verdade, são os agnósticos os que declaram não ter nenhuma posse do conhecimento a respeito da existência de Deus. Eles são os que dizem que não sabem se há ou não Deus.
Mas observando mais atentamente o uso do termo ateu pelos adeptos da presunção do ateísmo, você percebe que eles definem este termo de uma maneira que não é usual, de forma a torná-lo sinônimo de não-teísta. Deste modo, o termo pode abranger os agnósticos tanto quanto os ateus propriamente ditos, além daqueles que pensam que tal questão é sem sentido (verificacionistas). De acordo com Anthony Flew,
A palavra ateu deve ser construída, no presente contexto, de maneira não usual. Atualmente esta palavra é normalmente utilizada para se referir a alguém que explicitamente nega a existência… de Deus… mas aqui, ela deve ser entendida não positivamente, mas negativamente, pela utilização do prefixo grego “a-“ de ateu, de maneira similar como em… palavras como ‘amoral’…, por exemplo. Deste modo, o ateu não é alguém que afirma positivamente a não existência de Deus, mas alguém que simplesmente não é um teísta. (A Companion to Philosophy of Religion, ed. Philip Quinn and Charles Taliaferro [Oxford: Blackwell, 1997], s.v. “The Presumption of Atheism,” por Antony Flew)
Tal redefinição do termo ateu torna trivial a afirmação da presunção do ateísmo, pois, nesta definição, o ateísmo deixa de ser uma posição. Ela se torna apenas um estado psicológico compartilhado por um grupo de pessoas com diferentes visões sobre diferentes questões, ou que não têm visão nenhuma acerca de nada. De acordo com esta redefinição, até mesmo os bebês, que não têm opinião formada acerca de coisa alguma, são considerados ateus! Na verdade, até minha gata, Muffs, pode ser considerada ateísta, já que ela (até onde sei) não possui crença em Deus.
Continuaria sendo necessário uma justificação para se possuir o conhecimento de que Deus existe ou não, e este é o ponto em que estamos interessados.
E talvez você esteja imaginando por que os ateus estariam tão ansiosos para trivializar suas posições? Concordo com você em que há um jogo de engano sendo jogado por muitos ateus. Se o ateísmo fosse tomado como a posição de que Deus não existe, os ateus teriam que suportar o ônus da prova para justificar tal posição. Mas muitos ateus admitem abertamente que eles não podem suportar tal ônus. Por isso, eles tentam evitar esta responsabilidade epistemológica ao redefinir o ateísmo de modo a torná-lo não mais uma posição, mas apenas uma condição psicológica, que, como tal, não faz asserções. Na verdade, eles são agnósticos enrustidos, que desejam apresentar-se como ateus sem responder pelas suas responsabilidades.
Isto é hipocrisia, e ainda não nos responde a questão “Existe Deus ou não?”
Fonte: www.apologia.com.br
Dr. William L. Craig, responde:
Seus amigos ateus estão certos no sentido em que há uma importante diferença lógica entre crer que Deus não existe e não possuir a crença de que Deus existe.Basta você comparar com esta minha alegação: “Eu acredito que não existe ouro em Marte” e a outra: “Eu não tenho a crença de que haja ouro em Marte”. Se eu não tenho uma opinião formada acerca do assunto, eu não possuo a crença de que exista ouro em Marte e também não possuo a crença de que não exista. Há uma certa diferença entre dizer “eu não tenho crença em (p)” e “eu creio em (não-p). Na lógica, o lugar onde se coloca a negação faz um mundo de diferença.
Mas o erro de seus amigos ateus está em afirmar que o ateísmo apenas implica em não possuir a crença de que Deus existe, em vez de crer que Deus não existe.
Há uma história por trás disto tudo. Certos ateus na metade do século XX promoveram a chamada “presunção do ateísmo”. Em primeira instância, esta seria a afirmação de que na falta de evidências para a existência de Deus, deve-se presumir que ele não existe. Assim, o ateísmo seria uma espécie de posição padrão, e os teístas teriam um ônus especial da prova com relação à crença de que Deus existe.
Esclarecido isto, percebemos que a alegada presunção por parte dos ateus é um erro, evidentemente. Pois a asserção de que “não há Deus” é uma afirmação de posse de conhecimento assim como a asserção de que “Deus existe”. Conseqüentemente, a primeira afirmação requer justificação assim como a última. Na verdade, são os agnósticos os que declaram não ter nenhuma posse do conhecimento a respeito da existência de Deus. Eles são os que dizem que não sabem se há ou não Deus.
Mas observando mais atentamente o uso do termo ateu pelos adeptos da presunção do ateísmo, você percebe que eles definem este termo de uma maneira que não é usual, de forma a torná-lo sinônimo de não-teísta. Deste modo, o termo pode abranger os agnósticos tanto quanto os ateus propriamente ditos, além daqueles que pensam que tal questão é sem sentido (verificacionistas). De acordo com Anthony Flew,
A palavra ateu deve ser construída, no presente contexto, de maneira não usual. Atualmente esta palavra é normalmente utilizada para se referir a alguém que explicitamente nega a existência… de Deus… mas aqui, ela deve ser entendida não positivamente, mas negativamente, pela utilização do prefixo grego “a-“ de ateu, de maneira similar como em… palavras como ‘amoral’…, por exemplo. Deste modo, o ateu não é alguém que afirma positivamente a não existência de Deus, mas alguém que simplesmente não é um teísta. (A Companion to Philosophy of Religion, ed. Philip Quinn and Charles Taliaferro [Oxford: Blackwell, 1997], s.v. “The Presumption of Atheism,” por Antony Flew)
Tal redefinição do termo ateu torna trivial a afirmação da presunção do ateísmo, pois, nesta definição, o ateísmo deixa de ser uma posição. Ela se torna apenas um estado psicológico compartilhado por um grupo de pessoas com diferentes visões sobre diferentes questões, ou que não têm visão nenhuma acerca de nada. De acordo com esta redefinição, até mesmo os bebês, que não têm opinião formada acerca de coisa alguma, são considerados ateus! Na verdade, até minha gata, Muffs, pode ser considerada ateísta, já que ela (até onde sei) não possui crença em Deus.
Continuaria sendo necessário uma justificação para se possuir o conhecimento de que Deus existe ou não, e este é o ponto em que estamos interessados.
E talvez você esteja imaginando por que os ateus estariam tão ansiosos para trivializar suas posições? Concordo com você em que há um jogo de engano sendo jogado por muitos ateus. Se o ateísmo fosse tomado como a posição de que Deus não existe, os ateus teriam que suportar o ônus da prova para justificar tal posição. Mas muitos ateus admitem abertamente que eles não podem suportar tal ônus. Por isso, eles tentam evitar esta responsabilidade epistemológica ao redefinir o ateísmo de modo a torná-lo não mais uma posição, mas apenas uma condição psicológica, que, como tal, não faz asserções. Na verdade, eles são agnósticos enrustidos, que desejam apresentar-se como ateus sem responder pelas suas responsabilidades.
Isto é hipocrisia, e ainda não nos responde a questão “Existe Deus ou não?”
Fonte: www.apologia.com.br
8 de fev. de 2010
Aspectos Políticos do Ecumenismo.
Dia 06 de fevereiro tivemos a reunião do grupo de Estudos Teológicos onde foi debatido o tema ASPECTOS POLÍTICOS DO ECUMENISMO. Fazem parte deste grupo pessoas formadas em Teologia e tbm estudantes de Filosofia, Psicologia, Ciências Sociais e tbm acadêmicos de Teologia. Quem coordenou o debate, com muita propriedade, foi nosso amigo Bacharel em Teologia e acadêmico de Ciências Sociais, Edson Elias A reunião foi muito boa, discutimos, debatemos e aprendemos muito sobre o tema proposto.
A próxima reunião deste Grupo de Estudos Teológicos será dia 20 de fevereiro, o tema ainda não foi decidido, mas vai ser muito bom tbm com toda certeza. Para quem tiver o interesse de ler o texto que foi usado na reunião basta somente clicar no título deste post.
Abraço a todos.
João Marçal
1 de fev. de 2010
Para aqueles que têm o interesse em Julho terá o 10º Congresso Mundial de Bioética, em Singapura. O tema será:Bioethics in a Globalised World . (Bioética no mundo globalizado)
Quem puder não perca a oportunidade, esses congressos mundiais são INACREDITÁVEIS.
Maiores informações podem ser obtidas através do site:
http://www.bioethics-singapore.org/wcb2010/
Paz e Bem a todos.
João Marçal
8 de jan. de 2010
BIOÉTICA, CIDADANIA E RESPEITO À VIDA

POR: João Marçal
O pensamento ético desde Sócrates, Platão e Aristóteles, passando pela cristianismo, a idade média, moderna e contemporânea, mostra uma única coisa em comum entre todos os grandes pensadores da ética: todos achavam estar certos de seu pensamento ético e moral.
Basta pegarmos pensadores extremistas, como Nietzsche, filósofo, que criticava o cristianismo, afirmava que os grandes intelectuais são cépticos . Ou então um intelectual da Idade Média, como Santo Agostinho ou Santo Tomas de Aquino, com seus pensamentos religiosos radicais. Temos aqui pensamentos antagônicos, onde ambos terão razão para si mesmos.
A Bioética vai surgir para buscar benefícios e a integridade do ser humano, tendo como base a dignidade humana. Ela visa um estudo transdisciplinar, não somente entre biologia, medicina e filosofia, mas que todos os campos do saber se envolvam com seus assuntos e dêem contribuição necessária para o bom desenvolvimento desta busca.
Para a Bioética, a diferença está em que, ao contrário de outros campos do saber, ela não nos traz respostas prontas. A Bioética nos leva à reflexão de uma ética prática. O importante não é você ser contra ou a favor de determinada prática e sim levar as pessoas a uma reflexão sobre o assunto em questão.
A Bioética vai trazer ao seio da Igreja, por exemplo, o ponto comum que há entre todas as religiões, que é a existência humana e a sua relação com a vida e com a natureza. Daí a importância do envolvimento da Teologia com a Bioética, pois ela nos traz à discussão um pensamento ético-teológico-cristão. Mas é importante uma coisa, mais do que convencer, este pensamento ético-teológico-cristão tem que fazer com que as pessoas reflitam, temos que ter em mente que não é a religião que está em jogo aqui e sim a vida humana enquanto valor ético.
Independente da tradição religiosa é importante observarmos como a religião e seus praticantes agem frente aos problemas da natureza, por exemplo, respeitando e zelando por sua preservação. As religiões monoteístas têm Deus como criador, outras religiões acreditam num poder cósmico, numa força maior, mas todos sabem que esta natureza tem que ser preservada.
As pessoas vêem nos avanços técnicos-científicos um escape para os problemas sociais, e procuram nesses avanços as respostas de que elas necessitam. Isto, segundo o Dr. José Eduardo de Siqueira, em entrevista para um jornal diz que isso é uma herança do Iluminismo e do Racionalismo que diz: a resposta está na ciência. Mas, segundo o próprio Siqueira, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, o ser humano é um ser: bio-psico-social-espiritual, ou seja, um ser biográfico, ele não é somente um ser biológico, ele tem todo um contexto histórico, cultural, social e religioso. Não se pode olhar a fatia biológica e acreditar que assim iremos descobrir o ser humano. Deve-se pensar no ser humano como um todo, não apenas como uma pessoa que adoece e morre. Depositar toda a confiança na tecnologia é ruim, pois isso não vai desvendar o ser humano, que é um ser biográfico.
Observamos então, que, independente de credo religioso, a vida humana é digna de respeito, autonomia, desde que nasce até a hora de sua morte, e é esta dignidade que a Bioética busca. A maior preocupação da Bioética é a pessoa humana como fonte de valor (PESSINI e BARCHIFONTAINE, 2000).
A Bioética vai oferecer à Teologia ferramentas necessárias para a quebra de paradigmas onde a Igreja poderá formar uma opinião ética-teológica sobre assuntos de responsabilidade pela vida. A dignidade da pessoa humana deve ser preservada em todas as fases da vida e, quando o indivíduo adoece, nova valorização deve ser elaborada a fim de que se rompam esses paradigmas e se estabeleçam novos conceitos.
O ser humano é digno de respeito, porque, não nascendo pronto, tem o direito de percorrer seu itinerário singular, buscando na liberdade um sentido para sua vida (JUNGES, 2006). Segundo Junges, a liberdade é a base da dignidade. Esse tem sido o principal objetivo da Bioética, a preservação da dignidade do ser humano tanto no nascer quanto em seu momento mais difícil, a fase terminal de sua vida, mas não esquecendo do meio.
Pode-se observar a importância da Bioética nos dias de hoje com seus polêmicos temas. Enquanto de um lado pensa-se em assuntos como eutanásia ou aborto de outro pensa-se no como legalizar tais práticas, se é viável ou não ou quem tem autonomia para legalizá-las. Entra nesta discussão a Teologia, principalmente a Teologia Moral, que é um campo da Teologia que estuda o comportamento humano em relação a princípios morais e éticos religiosos, que nos dará a base para se discutir mais profundamente os assuntos propostos.
Não cabe a um ou outro o poder de se legalizar práticas semelhantes a essas, cabe a todos uma visão mais humanista sobre esses assuntos, pois são vidas que estão em jogo, tanto ao nascer quanto ao morrer, todos têm o direito à dignidade em seus momentos mais críticos. Há algumas questões que necessitam ser repensadas, enquanto outras necessitam ser discutidas para se validar a prática ou não.
Como discutido, a Bioética chegou para trazer esse humanismo para as pessoas em suas vidas, mas também temos a Teologia onde, com o seu poder e sua influência na espiritualidade, não pode ser deixada de lado quando o assunto for o ser humano, homens e mulheres, criados, segundo as escrituras sagradas, imagem e semelhança de Deus.
24 de dez. de 2009
FELIZ NATAL, PAZ E BEM EM 2010
Assinar:
Postagens (Atom)
