8 de fev. de 2010

Aspectos Políticos do Ecumenismo.


















Dia 06 de fevereiro tivemos a reunião do grupo de Estudos Teológicos onde foi debatido o tema ASPECTOS POLÍTICOS DO ECUMENISMO. Fazem parte deste grupo pessoas formadas em Teologia e tbm estudantes de Filosofia, Psicologia, Ciências Sociais e tbm acadêmicos de Teologia. Quem coordenou o debate, com muita propriedade, foi nosso amigo Bacharel em Teologia e acadêmico de Ciências Sociais, Edson Elias A reunião foi muito boa, discutimos, debatemos e aprendemos muito sobre o tema proposto.

A próxima reunião deste Grupo de Estudos Teológicos será dia 20 de fevereiro, o tema ainda não foi decidido, mas vai ser muito bom tbm com toda certeza. Para quem tiver o interesse de ler o texto que foi usado na reunião basta somente clicar no título deste post.

Abraço a todos.
João Marçal

1 de fev. de 2010

Para aqueles que têm o interesse em Julho terá o 10º Congresso Mundial de Bioética, em Singapura. O tema será:

Bioethics in a Globalised World . (Bioética no mundo globalizado)

Quem puder não perca a oportunidade, esses congressos mundiais são INACREDITÁVEIS.

Maiores informações podem ser obtidas através do site:

http://www.bioethics-singapore.org/wcb2010/

Paz e Bem a todos.

João Marçal



8 de jan. de 2010

BIOÉTICA, CIDADANIA E RESPEITO À VIDA


POR: João Marçal

O pensamento ético desde Sócrates, Platão e Aristóteles, passando pela cristianismo, a idade média, moderna e contemporânea, mostra uma única coisa em comum entre todos os grandes pensadores da ética: todos achavam estar certos de seu pensamento ético e moral.
Basta pegarmos pensadores extremistas, como Nietzsche, filósofo, que criticava o cristianismo, afirmava que os grandes intelectuais são cépticos . Ou então um intelectual da Idade Média, como Santo Agostinho ou Santo Tomas de Aquino, com seus pensamentos religiosos radicais. Temos aqui pensamentos antagônicos, onde ambos terão razão para si mesmos.
A Bioética vai surgir para buscar benefícios e a integridade do ser humano, tendo como base a dignidade humana. Ela visa um estudo transdisciplinar, não somente entre biologia, medicina e filosofia, mas que todos os campos do saber se envolvam com seus assuntos e dêem contribuição necessária para o bom desenvolvimento desta busca.
Para a Bioética, a diferença está em que, ao contrário de outros campos do saber, ela não nos traz respostas prontas. A Bioética nos leva à reflexão de uma ética prática. O importante não é você ser contra ou a favor de determinada prática e sim levar as pessoas a uma reflexão sobre o assunto em questão.
A Bioética vai trazer ao seio da Igreja, por exemplo, o ponto comum que há entre todas as religiões, que é a existência humana e a sua relação com a vida e com a natureza. Daí a importância do envolvimento da Teologia com a Bioética, pois ela nos traz à discussão um pensamento ético-teológico-cristão. Mas é importante uma coisa, mais do que convencer, este pensamento ético-teológico-cristão tem que fazer com que as pessoas reflitam, temos que ter em mente que não é a religião que está em jogo aqui e sim a vida humana enquanto valor ético.
Independente da tradição religiosa é importante observarmos como a religião e seus praticantes agem frente aos problemas da natureza, por exemplo, respeitando e zelando por sua preservação. As religiões monoteístas têm Deus como criador, outras religiões acreditam num poder cósmico, numa força maior, mas todos sabem que esta natureza tem que ser preservada.
As pessoas vêem nos avanços técnicos-científicos um escape para os problemas sociais, e procuram nesses avanços as respostas de que elas necessitam. Isto, segundo o Dr. José Eduardo de Siqueira, em entrevista para um jornal diz que isso é uma herança do Iluminismo e do Racionalismo que diz: a resposta está na ciência. Mas, segundo o próprio Siqueira, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Bioética, o ser humano é um ser: bio-psico-social-espiritual, ou seja, um ser biográfico, ele não é somente um ser biológico, ele tem todo um contexto histórico, cultural, social e religioso. Não se pode olhar a fatia biológica e acreditar que assim iremos descobrir o ser humano. Deve-se pensar no ser humano como um todo, não apenas como uma pessoa que adoece e morre. Depositar toda a confiança na tecnologia é ruim, pois isso não vai desvendar o ser humano, que é um ser biográfico.
Observamos então, que, independente de credo religioso, a vida humana é digna de respeito, autonomia, desde que nasce até a hora de sua morte, e é esta dignidade que a Bioética busca. A maior preocupação da Bioética é a pessoa humana como fonte de valor (PESSINI e BARCHIFONTAINE, 2000).
A Bioética vai oferecer à Teologia ferramentas necessárias para a quebra de paradigmas onde a Igreja poderá formar uma opinião ética-teológica sobre assuntos de responsabilidade pela vida. A dignidade da pessoa humana deve ser preservada em todas as fases da vida e, quando o indivíduo adoece, nova valorização deve ser elaborada a fim de que se rompam esses paradigmas e se estabeleçam novos conceitos.
O ser humano é digno de respeito, porque, não nascendo pronto, tem o direito de percorrer seu itinerário singular, buscando na liberdade um sentido para sua vida (JUNGES, 2006). Segundo Junges, a liberdade é a base da dignidade. Esse tem sido o principal objetivo da Bioética, a preservação da dignidade do ser humano tanto no nascer quanto em seu momento mais difícil, a fase terminal de sua vida, mas não esquecendo do meio.
Pode-se observar a importância da Bioética nos dias de hoje com seus polêmicos temas. Enquanto de um lado pensa-se em assuntos como eutanásia ou aborto de outro pensa-se no como legalizar tais práticas, se é viável ou não ou quem tem autonomia para legalizá-las. Entra nesta discussão a Teologia, principalmente a Teologia Moral, que é um campo da Teologia que estuda o comportamento humano em relação a princípios morais e éticos religiosos, que nos dará a base para se discutir mais profundamente os assuntos propostos.
Não cabe a um ou outro o poder de se legalizar práticas semelhantes a essas, cabe a todos uma visão mais humanista sobre esses assuntos, pois são vidas que estão em jogo, tanto ao nascer quanto ao morrer, todos têm o direito à dignidade em seus momentos mais críticos. Há algumas questões que necessitam ser repensadas, enquanto outras necessitam ser discutidas para se validar a prática ou não.
Como discutido, a Bioética chegou para trazer esse humanismo para as pessoas em suas vidas, mas também temos a Teologia onde, com o seu poder e sua influência na espiritualidade, não pode ser deixada de lado quando o assunto for o ser humano, homens e mulheres, criados, segundo as escrituras sagradas, imagem e semelhança de Deus.

24 de dez. de 2009

FELIZ NATAL, PAZ E BEM EM 2010


A todos que seguem este blog, a todos que visitam sempre este blog quero desejar um FELIZ NATAL e um 2010 cheio de paz, verdadeira paz, não uma paz superficial mas aquela paz que excede todo o entendimento, que somente DEUS pode nos dar.

23 de dez. de 2009

BASES PARA UMA BIOÉTICA CRISTÃ



POR: EDUARDO RIBEIRO MUNDIM

http://www.bioeticaefecrista.med.br


1. O ser humano não existe por acaso, sendo fruto do propósito criador de Deus,

que se denserolou da forma que Lhe aprouve, sendo Ele poderoso para

executar, como Lhe convier, o processo que desejar.


2. Cada indivíduo pertencente à raça humana carrega em si a imagem do

Criador: dignidade, responsabilidade, criatividade, comunhão.


3. Cada indivíduo deve decidir, de maneira solitária, ainda que não isolado de

uma comunidade, sua resposta ao chamado que o Deus Criador Triúno lhe faz

diuturnamente: viver sob Sua orientação, cuja personificação se deu na

Pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, nascido da virgem Maria no seio do povo de

Israel quando sob julgo romano, crucificado sob a tutela do Governador

Pôncio Pilatos, ressurreto pelo poder do Pai ao terceiro dia e elevado aos céus

após ter estado com seus discípulos e visto por muitos naquela época.


4. O reconhecimento do senhorio de Jesus Cristo não reduz a dignidade do ser

humano, nem a sua criatividade ou responsabilidade. Cabe a cada cristão

individualmente, em interdependência com uma comunidade de fé, aplicar o

conhecimento gradativo que adquire do estudo diligente das Sagradas

Escrituras aos desafios e questões que a vida lhe oferece cotidianamente.

Perante Deus e a sua comunidade ele é o único responsável pelas decisões

que tomar. À igreja local cabe acolher seus membros em amor frente aos

desafios do presente, e cada crente não deve jamais esquecer que a graça da

salvação lhe é oferecida de modo irrevogável.


5. Deus dá a vida, que é eterna por não se extinguir com a morte. Contudo, esta

certeza não autoriza o desprezo pelo estágio de vida pré-morte, o descuido

para com os desafios que ela apresenta ou a urgência em terminá-la antes do

tempo pré-determinado por Ele. A vida acontece em uma entidade biológica

indissociável da espiritual, de igual valor e honra. As duas faces têm suas

características próprias, seus prazeres específicos e suas necessidades

básicas. Tudo isto se completa e se interdepende, não podendo uma ser

hierarquicamente superior a outra.


6. A realidade do pecado, e da sua penalidade inescapável, a primeira morte,

não pode ser negligenciada. A aceitação de sua execução no Kairós de Deus

deve fazer parte do processo de amadurecimento do cristão, e sua

inevitabilidade final, que traz a semente da libertação da maldição do pecado,

fator moderador nas escolhas que se tornam necessárias.


7. A ressurreição é a marca da igualdade entre o biológico e o imaterial, entre o

orgânico e o espiritual. O balanço sadio entre as duas realidades constitutivas

do ser humano deve ser uma exigência diária. Igualmente, uma lembrança de

que não é possível ao homem tirar a vida de alguém. Contudo, a falta de

misericórdia, da compaixão, da solidariedade e da empatia matam a

qualidade da vida, tornando-a menos do que deveria ser.


8. O conhecimento humano, no mundo decaído da graça e ainda não liberto do

pecado, tem a função de aliviar o sofrimento, propiciar a felicidade possível,

promover a vida em comum (sem anular a individualidade) e o crescimento

da sociedade como um todo. O modelo a ser seguido é o Reino que está por

vir, que permanece oculto em seus detalhes. A correta valorização desta

ciência, usando as Sagradas Escrituras no que for a Elas pertinente, faz parte

do dia a dia do cristão. Nem todo conhecimento é legítimo, nem a

possibilidade de executar uma ação a legitima por si só.


9. As Escrituras, enquanto as únicas regras de fé e prática, são a Palavra de

Deus revelada a nós. Mas elas não são a única ferramenta que Deus nos

legou. Portanto, a reflexão ética deve levar sempre em consideração a

multidiscipilinaridade. Por não ser estática ou repetitiva, cada nova pessoa

traz uma nova questão ética que somente na superficialidade é igual àquelas

anteriormente estudadas: talvez não exista resposta definitiva na bioética.


10.O fim de toda reflexão ética / bioética é explicitar o Amor de Deus Pai, a

aceitação da nossa humanidade pelo Deus Filho e a esperança perene do

Deus Espírito Santo.



18 de dez. de 2009

PARA REFLETIR


O futuro tem muitos nomes:

Para os fracos, é inatingível;

Para os temerosos, o desconhecido;

Para os valentes, é oportunidade.


O futuro é consequencia do presente. Quando os pais convidam seus filhos para darem um passeio, o de espírito fraco vai reclamar do sol quente, se vai demorar, que perderá seu programa favorito e assim por diante.


O de espírito temeroso antes vai querer saber aonde vai, de que forma e por aí a fora.


O de espírito valente com disponibilidade responde: "estou pronto, o que ainda estamos esperanto?"


A atitude de agora determina como poderá ser o futuro.


Victor Hugo, escritor e poeta francês, 1802-1885


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